3 PAÍSES EUROPEUS APRESENTAM PROPOSTA PARA A PAZ ENTRE ISRAELITAS E PALESTINIANOS

Três países da "linha da frente" da União Europeia - França, Alemanha e Inglaterra - estarão a trabalhar na redacção de uma proposta a ser submetida ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, em contraposição à proposta palestiniana que deverá em princípio ser votada no final deste mês.

Segundo informações divulgadas pelo diário israelita Haaretz, este projecto está sendo liderado pela França e já é do conhecimento oficial dos Estados Unidos.

Esta proposta de resolução dos 3 países europeus deverá estabelecer os princípios para um acordo de paz entre Israel e os palestinianos num espaço de 2 anos. A proposta palestiniana também inclui um prazo de 2 anos, especificando no entanto que o mesmo é para uma retirada total de Israel dos "territórios ocupados."

Enquanto a Alemanha se tem abstido de medidas para o reconhecimento unilateral de um estado palestiniano, tanto o parlamento britânico como o francês já o fizeram, ainda que com um significado meramente simbólico.

Em 17 de Novembro a União Europeia teceu duras críticas a Israel pela expansão dos aldeamentos, ameaçando tomar "medidas extras" em resposta às medidas israelitas "condenadas a prejudicar a solução 2 estados", abstendo-se no entanto de especificar quais as medidas a tomar.

Ao que parece, e segundo o que o Haaretz divulgou, um documento interno da União Europeia revelou sanções preliminares que a UE estaria a considerar impôr a Israel, incluindo a convocação dos embaixadores europeus e o corte dos laços políticos com líderes israelitas que publicamente se oponham a uma solução de 2 estados.

O Conselho Europeu para as Relações Exteriores - composto pelos ministros dos 28 estados membros - apelou recentemente a Israel para que recue nas suas decisões de construir aldeamentos em regiões internacionalmente contestadas, na Judeia e na Samaria, alegando que isso "vai contra a lei internacional e ameaça directamente a solução de 2 estados."

O Conselho Europeu vai ainda mais longe ao querer impedir Israel de construir habitações em Jerusalém oriental, alegando que isso coloca em jogo a possibilidade de Jerusalém se tornar a capital repartida de dois estados: Israel e a "Palestina."

A União Europeia apelou também ao término do bloqueio a Gaza, alegando que a situação no enclave se tornou "insustentável."

Todas as propostas e pressões exercidas pela União Europeia sobre Israel têm como objectivo a existência de 2 estados no território de Israel, algo que tanto o presidente Reuven Rivlin, como o Ministro da Economia Naftali Bennett e o Ministro dos Transportes Yisrael Katz abertamente rejeitam.

Israel tem também reagido a esta pressão europeia, alegando que as relações da Europa com Israel não deverão ficar condicionadas à existência de 2 estados.

É de prever que a União Europeia se queira cada vez mais envolver no processo de paz entre israelitas e árabes. E isso poderá ser um caminho irreversível, e porque não, até um cumprimento profético...o tempo o dirá.

Shalom, Israel!

Fonte: Shalom Israel

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